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quarta-feira, 17 de junho de 2009

???Você sabe o que é um Dalit???


A Índia, apesar de já ter adentrado no século XXI, talvez seja o país, onde as contradições sejam mais difíceis de serem aceitas por nós ocidentais.
O país é hoje um campo fecundo, para a tecnologia de ponta, assim como para as mais arcaicas posturas humanas, muitas delas ainda beirando o comportamento existente nos primórdios da civilização humana.
Na Índia, ainda vigora o sistema das castas, em que seres humanos podem ser considerados “impuros”, e por isso não fazem parte da sociedade em que vivem.
Esse sentimento é mais forte nas vilas, onde a modernidade demanda tempo para chegar, a ponto de manter uma visão estereotipada sobre o homem, ainda nos dias atuais.
Os “impuros” são normalmente expulsos de suas aldeias, para que não venham a contaminar as outras castas. Não podem nem mesmo utilizar os potes de água ou entrar nos templos.
Nas escolas, em certas cidades, não podem entrar nas salas de aula, devendo se manter do lado de fora. E naquelas em que lhes é permitido entrar, devem ocupar os últimos lugares.
São os conhecidos Dalits.
A palavra indiana Dalit significa “quebrado/pisado/oprimido”.
Na Índia há quase 30 milhões de Dalits, que não fazem parte, nem mesmo, do sistema hierarquizado das castas. Inexistem! Embora o princípio da intocabilidade tenha sido abolido na Constituição indiana, ele continua vivo na cultura do país.
Em Bombaim, cidade conhecida mundialmente pela sujeira, a grande maioria deles está instalada em numerosas favelas, buscando refúgio nas ruelas e calçadas atulhadas de lixo e cães vadios, ou pedindo esmola aos turistas, no centro da cidade.
Os Dalits são vítimas de uma opressão múltipla.
No tocante à religião, não possuem acesso aos templos. E só se dão conta do fosso em que vivem, quando se convertem ao islamismo ou cristianismo, pois o hinduísmo legitima o sistema de castas (praticado por mais de 80% da população), a ponto de os Dalits acharem, que é correto viver dessa maneira. E que assim deve ser, sem questionamento ou reclamação.


No plano político, embora correspondam a 15% da população indiana, não são ouvidos pelos dirigentes do país. Não possuem voz. Não são levados em conta.
No plano econômico, mesmo que os governos tentem garantir-lhes o direito de posse de terras cultiváveis, os proprietários rurais das aldeias usam de todo tipo de violência para expulsá-los.
O clamor dos excluídos e dos oprimidos indianos, é sufocado pelo poder tecnológico, econômico, político ou religioso que impera no país. Parte da Índia está se tornando um mundo rico em dinheiro, mas continua com sua pobreza mental no tocante ao respeito pelos direitos de todos os seres humanos.
Os Dalits na Índia (e Nepal) são excluídos de todo o bem comum e suas mulheres são violentadas e obrigadas a se prostituírem. São consideradas piores de que um cão, que vive na rua.
Entre os Dalits, 66% são analfabetos e a mortalidade infantil chega a 10%.
Vejamos se a escritora Glória Peres terá peito para tocar fundo no coração indiano, falando a respeito dessa gente, como faz a escritora indiana Thrity Umrigar no seu livro “A Distância entre Nós”.
Ou se limitará a mostrar a Bharathanatyama, a mais popular dança da Índia, com seus lindos e suaves movimentos e poses. Assim como a sua música, resultante da fusão musical dos diversos grupos étnicos e linguísticos do país, cujas letras seguem um caráter emotivo e descritivo. Ou ainda sobre a riqueza das castas superiores.
O mais interessante é ver como o nosso país vai incorporando a moda indiana no seu vestuário, com peças bordadas e coloridas, batas, saris, tecidos tingidos. Moda importada da Índia e adaptada para uso no Brasil.
Você já conhecia a lamentável situação dos Dalits?
Então aí foi....

Um comentário:

Anônimo disse...

nÃO SABIA, BLOG DE GRANDE CONHECIMENTO,PARABÉNS.


Gustavo-RP

Olha a Hora!!!

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