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domingo, 23 de setembro de 2007

ॐ Início da Primavera ॐ

Início da Primavera

23 de setembro
Esta é a época do acasalamento e do nascimento da maioria das espécies na natureza. Dentro de nós, começa a surgir uma agradável sensação de que a vida, após os frios e escuros meses de inverno, recupera seu esplendor. A primavera faz renascer a vida de um modo mais flexível e com todo o seu esplendor busca o equilíbrio.
A força da vida é exigente e a eterna lei da ação e reação também funciona quando pensamos no modo como a vida responde às nossas ações - a vida sempre nos trata do mesmo modo que a tratamos!
O homem primitivo dava aos deuses a responsabilidade pelos fenômenos da natureza. Tempestades, vulcões, terremotos, maremotos e tantas outras catástrofes eram vistas como a resposta de deuses enfurecidos à falta de veneração ou doação por parte da humanidade que, ingenuamente, degolava animais e pessoas para acalmar e aclamar pela compreensão dos deuses carentes.
O homem contemporâneo aprendeu a entender tais fenômenos sob o ponto de vista das leis que regem toda a natureza e, de certa forma, começa a assumir não a responsabilidade pela carência divina, mas o entendimento de que homem e natureza são uma coisa só, e a manutenção da vida depende de como tratamos o próprio planeta.
Atualmente sabemos que o que acontece em nossas vidas é um reflexo de nossa realidade interna, de nossa saúde psicológica, da maneira como lidamos com nossos problemas, carências pessoais, tempestades emocionais, furacões de pensamentos, maremotos financeiros que acabam por desestabilizar toda a natureza de nossa personalidade.
Na primavera há o renascimento da vida, e com isto há muitas flores que desabrocham.


Segue abaixo dois poetas que na minha opinião são os melhores.
Vinícius de Moraes e Mário Quintana
O poeta é aquele que vê uma borboleta ,vê sua beleza e a coloca em seu coração.
Tudo o inspira e surge os rabiscos, poesias, poemas, contos, crônicas e mensagens.
Ah! Essa alma de poeta,
Não compreendida por tantos,
Mas que em cada verso que dita,
Têm o som de todos os cantos.


A Primavera
O meu amor sozinho.

É assim como um jardim sem flor,
Só queria poder ir dizer a ela,
Como é triste se sentir saudade.
É que eu gosto tanto dela,
Que é capaz dela gostar de mim,
Acontece que eu estou mais longe dela
Do que a estrela a reluzir na tarde.
Estrela, eu lhe diria,Desce à terra, o amor existe,
E a poesia,só espera ver
Nascer a primavera
Para não morrer.
Não há amor sozinho,

É juntinho que ele fica bom,
Eu queria dar-lhe todo o meu carinho,
Eu queria ter felicidade.
É que o meu amor é tanto,
Um encanto que não tem mais fim,
No entanto ela não sabe que isso existe...É tão triste se sentir saudade.
Amor, eu lhe direi,
Amor que eu tanto procurei,
Ah! quem me dera eu pudesse ser
A tua primavera
E depois morrer.

Vinícius de Moraes


Encantação da

Primavera

Brotam brotinhos na tarde feita
Só de suspiros:O amor é um vírus...Apenas o general de bronze continua de bronze!
O vento desrespeita todos os sinais do tráfego.
Velhinhos de gravata borboleta
Sobem e descem como autogiros.
O guarda de trânsito virou catavento.

As mulheres são de todas as cores como esses manequins expostos nas vitrinas,
E onde é que estão, me conta, as tuas esperanças mortas?!
Lá vão elas – tão lindas – vestidas de verde,
Como Ofélias levadas pelos rios em fora,
Enquanto eu nem me atrevo a olhar para o alto:repara se não é
O Espírito Santo que vem descendo em lento vôo
E até ele, até Ele, deve estar assim, – todo irisado, como os olhos das crianças, como as maravilhosas bolinhas-de-gude!

Mário Quintana

Um comentário:

Lipinho disse...

Isso é dez!

Olha a Hora!!!

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